Fundado em 1937 · Beira Baixa · Portugal
O Rancho Folclórico do Ourondo foi fundado em Janeiro de 1937, e hoje é constituído por um Rancho Adulto com 40 elementos, que engloba um grupo de 15 bombos, 4 caixas e pífaro.
O objectivo principal do Rancho é a procura, recolha, preservação e divulgação das suas tradições populares e etnográficas, com referência ao princípio do século XX. Tem trajes de trabalho, de noivos, de romaria, domingueiro, entre outros.
O Grupo organiza anualmente um Festival de Folclore, Jogos Tradicionais, Festa de Aniversário, Canto das Janeiras, uma Semana Cultural, as Romarias da aldeia, etc.
As vozes são acompanhadas por uma tocata constituída por acordeões, concertina, violas, bandolim, banjo, realejo, adufes, caixa, pífaro e ferrinhos.
O Rancho Folclórico do Ourondo é Membro Efectivo da Federação do Folclore Português e está filiado no Inatel.
Para além de muitas actuações a nível nacional, incluindo a Ilha da Madeira, o Rancho tem actuado no estrangeiro nomeadamente em França, Suíça, Espanha, Alemanha, Itália, China, Hong Kong e Macau. Nos anos de 1999 e 2000, o Rancho promoveu uma geminação entre Ourondo e Berstett (região da Alsácia — França) e participou numa cerimónia de geminação, Covilhã–Roubaix (França).
Em Julho de 2006 representou Portugal no Festival do C.I.O.F.F. "Mondial des Cultures de Drummondville", participando ainda em festivais nas cidades de Montreal e Toronto.
Dança
Estrasburgo, França
Estrasburgo, França
Veneza, Itália
Veneza, Itália
Macau
Macau
Atuação
Atuação
Atuação
Os bombos do Ourondo estão associados à tradição cultural e folclórica da aldeia do Ourondo, no concelho da Covilhã, frequentemente apresentados em contextos de festivais de folclore. Estes grupos de bombos acompanham o Rancho Folclórico do Ourondo, marcando presença em entradas de festivais e eventos tradicionais da região.
A caminho da romaria
Bombos
Bombos
Bombos
Bombos
Estrasburgo, França
As lavadeiras de antigamente eram mulheres resilientes que lavavam roupa à mão em rios, levadas ou lavadouros públicos, utilizando sabão azul e anil. Enfrentavam trabalho árduo, transportando trouxas pesadas à cabeça, cantando para ritmar a labuta e usando pedras para esfregar. A roupa era estendida ao sol para "corar" e, muitas vezes, devolvida engomada com ferros a carvão.
Lavadeiras
A Dança da Tranca no Ourondo é uma performance de força e precisão. Focada no impacto, a sua essência resume-se em três pontos:
Dança da Tranca — Macau
Antigamente, o pastor na Beira Baixa era o verdadeiro guardião dos equilíbrios da terra. A sua função ia muito além de guiar o rebanho: ele atuava como um gestor do ecossistema, sendo o responsável pela limpeza dos campos e pela seleção criteriosa das pastagens que davam origem aos afamados queijos da região.
Numa rotina de dedicação absoluta, o pastor detinha um saber empírico profundo sobre o clima e a natureza, servindo como o elo essencial que mantinha vivas as tradições ancestrais — como a transumância — e a subsistência económica do mundo rural. Foi, durante séculos, a figura central que preservou a identidade e a paisagem serrana.
O Pastor
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O Ourondo é uma aldeia do concelho da Covilhã (da qual dista 26 km para Sul), região da Beira Baixa — Portugal, bem enquadrada entre o rio Zêzere e a ribeira do Caia, tendo como cenário a Norte a encosta Sul da Serra da Estrela.